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Metade das espécies de primatas corre risco de extinção

Veja alguns primatas ameaçados de extinção.

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Metade das espécies de primatas corre risco de extinção, diz estudo

Quase a metade das espécies de primatas está sob risco de extinção por causa da destruição de florestas tropicais, comércio ilegal de animais e caça para a venda de sua carne, disse relatório preparado pelo Bristol Zoo Gardens, do Reino Unido.

Um total de 48% das 634 espécies de primatas do mundo são classificadas como ameaçadas de extinção, na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Natureza). E uma pesquisa identifica as 25 espécies em maior risco.

"Primatas em Perigo: Os 25 Primatas Mais Ameaçados, 2008-2010" foi compilada por 85 especialistas de várias partes do mundo e fala da necessidade da adoção de medidas urgentes de conservação dos animais.

A lista inclui cinco espécies de primatas de Madagascar, seis da África, 11 da Ásia e três da América Central e do Sul.

Nenhum dos macacos naturais do Brasil está incluído nesta lista.

As espécies ameaçadas das Américas são:

saguim-de-cabeça-de-algodão (Saguinus oedipus), que vive especialmente na Colômbia e Venezuela; o macaco-aranha-castanho (Ateles hybridus), de Colômbia e Equador e o macaco-barrigudo-da-cauda-amarela do Peru (Oreonax flavicauda).

Os conservacionistas destacam a situação de espécies como o langur-de-cabeça-dourada (Trachypithecus p. poliocephalus),que só é encontrado em uma ilha na costa nordeste do Vietnã, e onde restam apenas de 60 a 70 indivíduos.

O resultado da pesquisa causou preocupação a muitos cientistas que trabalham com a preservação de animais.

Um dos editores do documento, Christoph Schwitzer, chefe de pesquisa da Fundação para a Ciência e Conservação de Bristol, disse: "Este relatório destaca a extensão do perigo que muitos dos primatas do mundo enfrentam. Nós esperamos que ele seja eficaz em chamar a atenção para a situação de cada uma das 25 espécies incluídas. Apoio e ação para ajudar a salvar estas espécies é vital para evitar perder estes animais maravilhosos para sempre."

Apesar da avaliação sombria, os conservacionistas lembram o sucesso obtido em iniciativas para ajudar espécies a se recuperarem.

No Brasil, o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) e o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), saíram da lista de estado crítico de ameaça da Lista Vermelha do IUCN em 2003 como resultado de três décadas de esforços de conservação envolvendo várias instituições, inclusive zoológicos.


Fonte : BBC Brasil (18/02/2010)

Tigres estão perto de extinção

A população mundial de tigres caiu até
3.200 exemplares !

O que aproxima a espécie de um ponto de "não retorno" em direção à extinção, segundo relatório divulgado hoje pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, pela sigla em inglês).


O estudo afirma que o tráfico ilegal e a fragmentação dos habitats causou um descenso nas populações dos felinos, cuja população mundial estava em 20 mil exemplares nos anos 80 e em 100 mil há um século.

O WWF publicou estudo um dia antes de uma reunião entre delegados de 13 países asiáticos que têm populações de tigres na cidade tailandesa de Hua Hin, para definir medidas visando à proteção da espécie. "É preciso atuar imediatamente para que esta espécie emblemática não alcance um ponto de não retorno", indicou Nick Cox, coordenador do Programa Tigre do Grande Mekong da WWF, que advertiu que os tigres do Vietnã, Laos e Camboja podem se extinguir em 2022 caso não sejam tomadas medidas de proteção.

O WWF considera que ainda é possível salvar o animal, já que o Grande Mekong conta com numerosas zonas protegidas para tigres, uma área acumulada de 540 mil quilômetros quadrados, superior ao tamanho da França.
 
"Esta região tem um potencial enorme para aumentar o número de tigres, mas isso só vai acontecer se houver uma coordenação de esforços entre os países, algo que não foi feito até agora, para proteger os tigres e seu habitat", destacou Cox. Além da primeira Conferência Ministerial da Ásia para a Conservação do Tigre, acontece em setembro próximo uma reunião sobre o animal, presidida pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, curiosamente um adepto da caça do felino na Sibéria.
 
Fonte : UOL Notícias (26/10/2010)

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